Representantes das Centrais de Santa Catarina entregaram na
tarde na última quarta feira dia 26 o pedido de impeachment do Governador
Raimundo Colombo. O presidente da CTB Santa Catarina Odair Rogério afirmar que
o processo nem se compara com o impeachment recente da União, pois é de maior
gravidade.
Há provas contundentes apontando desvio de ilícito de
dinheiro do caixa da Celesc e de abertura de créditos suplementares. Munidos
destas é que a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil com as
entidades do Fórum Catarinense em Defesa do Serviço Público protocolam
documento que pede a abertura do impeachment do governador do estado.
O Presidente da Alesc Deputado Gelson Merísio do PSD recebeu
o documento com mais de 30 páginas que comprovam o desvio de 615 milhões de
reais referentes ao ICMS (abatidos da Celesc e depositado para o Fundo Social
de Desenvolvimento Social) e abertura de créditos suplementares por parte do
governo do estado, sem a comprovação do excesso de arrecadação necessária.
O representante do Sindicato Auditores Internos do Tribunal
de Contas de Santa Catarina – Sindicontas/SC, Sidnei Silva em coletiva para a
imprensa explicou sobre o conteúdo do documento. Segundo o mesmo, é impossível
comparar com o recente impeachment que ocorreu no Brasil, pois as provas de
Santa Catarina são muito mais graves. “O processo de impeachment da União não
era tributário, mas sim um remanejamento de um recurso originário do Banco do
Brasil e da Caixa Econômica que foram remanejados e depois foram devolvidos.
Aqui no estado se retirou dinheiro de impostos, que feriu até a autonomia dos
municípios que perderam 25% desse valor e não se sabe para onde foi esse
montante”.
De acordo com o levantamento, só no ano de 2015 foram 615
milhões, porém essa prática era recorrente nos anos anteriores e se somadas,
representam um prejuízo de mais de um bilhão aos cofres do governo estadual. A
Celesc que é uma estatal, chegou a receber 14 ofícios assinados pelo Governador
Raimundo Colombo, determinando que a Celesc fizesse doação para o Fundo Social.
Um total de 29 entidades entre elas a CTB assinaram o processo,
protocolado no gabinete do Gelson Merísio (deputado estadual do mesmo partido
que o governador) e a expectativa é que a matéria tenha andamento e o governo
do estado explique para onde foram os recursos desviados da Celesc.
Secretaria de Comunicação CTB SC
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